Lembrancinha de aniversário útil
- Fernanda Daher
- 16 de mar.
- 2 min de leitura
Tem certas ideias que nascem de uma necessidade tão simples do dia a dia que a gente quase nem percebe que ali pode existir algo bonito para compartilhar. Foi assim com o caderninho de colorir que fiz para o aniversário de três anos do meu filho.

Na época eu estava pensando nas lembrancinhas da festa e confesso que sempre tive uma certa implicância com aqueles objetos que acabam esquecidos numa gaveta depois de dois dias. Sempre gostei da ideia de dar algo que realmente entre na rotina das crianças, algo que tenha utilidade de verdade, uma lembrancinha de aniversário útil, daquelas que continuam fazendo parte do dia a dia mesmo depois que a festa acaba.
Foi daí que surgiu o caderninho.
Pequeno, simples, com algumas páginas para colorir. Algo que coubesse facilmente na bolsa de qualquer mãe, pronto para aparecer nos momentos em que a gente mais precisa de um pequeno recurso de calma.
Depois da festa sobraram alguns exemplares aqui em casa. E foi quase sem querer que eles ganharam um novo papel na nossa rotina.
Passei a deixar um deles sempre dentro da minha bolsa, junto com um daqueles kits de lápis de cor pequenininhos que cabem em qualquer canto. Desde então, virou um verdadeiro salva-vidas em restaurantes, salas de espera ou qualquer lugar onde a gente precisa de alguns minutos de tranquilidade.

Nem sempre o lugar tem área kids. Nem sempre tem espaço para correr. Mas quase sempre existe uma mesa onde um caderninho pode ser aberto.
E é curioso como algo tão simples prende a atenção das crianças. Meu filho fica concentrado escolhendo cores, inventando histórias para os desenhos, às vezes até me pedindo para participar. É um tipo de pausa diferente daquela que a tela oferece.
Aqui em casa a gente tenta manter o mínimo possível de telas no dia a dia, sempre buscando pequenas formas de incentivar o desenvolvimento e a criatividade. Não por rigidez, mas porque percebo como ele se envolve mais quando está criando alguma coisa com as próprias mãos.
Colorir tem esse ritmo tranquilo que desacelera um pouco o mundo.
Enquanto ele pinta, o tempo parece correr de outra forma.
E, para ser sincera, muitas vezes esses momentos acabam virando também um pequeno respiro para mim. Enquanto ele escolhe cores com toda a seriedade do mundo, eu consigo tomar um café com calma ou terminar uma conversa à mesa.

No fim das contas, aquele caderninho que nasceu como lembrancinha de aniversário acabou se transformando em um companheiro de bolsa.
Uma solução simples, silenciosa e sempre pronta para aparecer quando a gente menos espera precisar.
E talvez seja exatamente esse o tipo de objeto que mais gosto de criar no Atelier Pipa: coisas pequenas, mas que entram de verdade na vida das famílias.
Porque, no meio da correria dos dias, são esses pequenos recursos que ajudam a tornar a rotina um pouco mais leve.

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